Pedi ao Senhor que eu crescesse
Na fé, no amor e em todas as graças,
Mais de Sua salvação conhecesse
E com maior zelo Seu rosto buscasse.

Foi Ele que me ensinou a orar assim,
E Ele, confio, minha oração respondeu,
Mas de tal maneira o fez
Que quase ao desespero me levou.

Esperei que num momento favorecido
Logo respondesse ao meu pedido
E, pelo poder constrangedor do Seu amor,
Subjugasse meus pecados e repouso me desse.

Em vez disso, Ele fez-me sentir
Os ocultos males do meu coração
E deixou que os feros poderes do inferno
Por todo lado minh’alma assaltassem.

Sim, e mais, com Sua mão pareceu
Intentar agravar minha aflição;
Cortou os belos desígnios que projetei,
Meu gáudio arruinou, e me abateu.

Senhor, por quê? - trêmulo gritei.
Queres perseguir Teu verme até à morte?
É desse modo, o Senhor replicou,
Que atendo os rogos por graça e fé;

Emprego estas provações internas, e assim,
Do ego e do orgulho te livrar;
Rompo os teus planos de terreno gozo,
Para que procures teu tudo em Mim.

Hino escrito no século XVIII pelo piedoso John Newton

Encontrando o legalismo - Edward T. Welch

O legalismo é mais comum do que imaginamos. É um daqueles instintos humanos que encontramos alojados em cada coração.

  • Você já disse: “Simplesmente não posso me perdoar”?                      
  • Sua vida é uma longa litania de: “Se eu simplesmente pudesse…”?      
  • Outros já o chamaram de compulsivo?                                  
  • Você está sob o peso de pecados passados?                          
  • Você acredita que Deus está cronicamente decepcionado com você?    
  • Você acredita que Deus goste mais de você quando você é bom? 
  • Você faz negócios com Deus do tipo: “Se o Senhor… eu…”?

Dá para ouvir nessas perguntas a convicção de que sua relação com Deus depende mais de você do que dEle mesmo?                                   

Considere, agora, o que você acha que pode acrescentar ao Evangelho. A vida se encontra em Deus + __________.

  • Servir na igreja.
  • Ler a Bíblia.
  • Não ser muito maldoso.
  • Ser relativamente honesto.
  • Não se embebedar.
  • Ser sexualmente cuidadoso

Todas essas coisas são boas. O que as torna feias é o motivo que as impele. Se fizermos essas coisas para encontrar o favor diante de Deus, elas não terão valor. Quando se tornam atividades em que confiamos, elas se tornarão abominações, pois tentam substituir a Deus. 

Entre clarões de júbilo e nuvens de dúvida,
nossos sentimentos vêm e vão;
nosso melhor estado sempre está a agitar-se
num fluxo e refluxo que não cessa:
nenhum modo de sentir, ou mesmo de pensar,
nem sequer um dia permanece;
mas Tu, ó Senhor, não sofres variação,
não mudas jamais, sempre és o mesmo.

A Tua força capto e a faço também minha,
e se enche de paz meu coração;
se solto as minhas mãos, logo me sobrevêm
densa treva e fria inquietação.
Não permitas que eu busque alívio e bem-estar
no meu pobre e fraco apego a Ti;
com temor regozijo-me nisto somente:
a Tua forte mão é que me segura.

— Rev. George Matheson

O amor fraco se recusa a repreender um amigo que precisa ouvir. Esse tipo de amor não é o amor real. Se um médico se recusasse a retirar o câncer de alguém, porque soubesse que o procedimento causaria dor no paciente, seria um médico terrível. Da mesma forma que o câncer deixado sozinho pode ser fatal, aqueles com um coração pecaminoso precisam de verdadeiros amigos para ajudá-los em seu momento de necessidade. O amor verdadeiro inflige um pouco de dor, para evitar uma dor muito maior mais tarde.

— John Crotts

É bom ler sobre os grandes santos do passado, porém cuidado para não viver das experiências deles e para não querer ter a mesma experiência que eles tiveram. Noutras palavras, quando você ler as experiências dos grandes santos de Deus, sempre faça perguntas a si próprio como as seguintes: conheço isto? Tenho aquilo? Posso falar desta maneira? Se não, por que não? O diabo animará você a armazenar conhecimentos e procurará persuadí-lo de que, devido você gostar de ler sobre estas coisas, você ocupa a mesma posição que eles.

— Livro: “O Combate Cristão”, de Martyn Lloyd-Jones

Apesar da lei de Deus ser boa (Romanos 7), só tem o poder de revelar o pecado e mostrar o padrão e imagem do requisito de integridade, não de remover o pecado. A lei nos mostra o que Deus ordena (o que, evidentemente, é bom), mas a lei não possui o poder para nos permitir fazer o que ela diz. Você poderia colocar isso deste modo: a lei guia, mas não dá. Em outras palavras, a lei mostra para nós como é uma vida santificada, mas não tem poder santificador. A lei não pode mudar um coração humano. É o evangelho (o que o Jesus fez) que pode nos dar o ânimo a obedecer de uma forma que honra a Deus. O poder para obedecer vem de ser movido e motivado pela obra completa de Jesus por nós. O combustível para fazer o bem vem daquilo que já foi feito. Portanto, enquanto a lei nos guia, só o evangelho pode nos dirigir.

Tullian Tchividjian

(Source: wildbindi)

O pior que Deus faz com seus filhos é chicoteá-los para o céu!

— Thomas Watson

Cultive o hábito de ver o invisível.

— Pr. John Piper

Quando compreendemos nossa fraqueza e o poder da tentação, estamos em condições de descobrir o poder da graça de Deus.

— John Owen